De que forma a mulher percebe?


·        Ardência ou latejamento com estreitamento da abertura vaginal durante o ato sexual;

·        Penetração difícil ou impossível, dor na entrada vaginal, inserção desconfortável do pênis;

·        Dificuldade em inserir absorventes internos ou submeter-se à exame ginecológico;

·        Espasmos em outros grupos musculares do corpo (coxas, abdômen, parte inferior das costas, etc.) e/ou   bloqueio da respiração durante tentativas de relação sexual.


Duas formas de Vaginismo:


1.     Penetração impossível:


Ao iniciar o ato sexual, os músculos do assoalho pélvico involuntariamente contraem a entrada vaginal tornando a relação sexual dolorosamente impossível. O pênis encontra uma barreira instransponível.


2.    Contração e dor:


Em outros casos de vaginismo, a penetração pode ser possível, mas a mulher tem períodos de contração involuntária, causando ardência, desconforto ou dor.


Qual a causa do vaginismo?


O Vaginismo pode ter uma combinação de causas físicas e psicológicas, ou não ter uma causa perceptível, ou seja, pode ser desencadeado por eventos físicos simples como preliminares inadequadas ou falta de lubrificação, ou por fatores emocionais não físicos, tais como ansiedade e estresse.





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Ao ser desencadeada, a contração muscular involuntária ocorre sem a consciência voluntária, ou seja, a mulher não “causa” a contração intencionalmente, ela simplesmente não consegue interromper o processo

O corpo aprendeu a esperar ou a antecipar dor durante a penetração; assim, os músculos contraem-se para proteger a mulher contra a potencial dor da relação sexual. Isso pode ser comparado com o reflexo de retirada das mãos ao tocarmos um objeto muito quente.


Não é algo que uma mulher pensa em fazer, simplesmente acontece. Mulheres com vaginismo podem, inicialmente, ser sexualmente responsivas e desejar profundamente fazer amor, mas com o tempo, esse desejo pode diminuir devido à dor e a sentimentos de fracasso e desânimo. 


Reagindo à antecipação da dor, o corpo automaticamente contrai os músculos vaginais, fechando-se para se proteger de algum perigo.

O sexo se torna doloroso ou desconfortável, e a penetração pode ser mais difícil ou impossível, dependendo da gravidade do caso. Com as tentativas de sexo, qualquer desconforto resultante reforça ainda mais o reflexo da contração, de forma que ele se intensifica mais.

O corpo sente mais dor e reage “apertando” ainda mais os músculos, em um círculo vicioso, reforçando esta resposta e criando um ciclo da dor.”

(https://www.vaginismus.com/por/vaginismus-causes/)

Tratamento para Vaginismo


O vaginismo é considerado um distúrbio sexual em que o tratamento adequado gera bons resultados com altas taxas de sucesso, porém não é possível estipular o tempo para a resolução do vaginismo. O tratamento se dá em diferentes etapas:


1.     Conscientização dos músculos do assoalho pélvico por meio do conhecimento da anatomia e fisiologia da região pélvica.

2.    Exercícios de percepção dos músculos do assoalho pélvico com o Biofeedback Eletromiográfico para trabalhar a contração e o relaxamento dos mesmos;

3.    Técnicas de eliminação da dor com técnicas de relaxamento corporal e trabalho respiratório;

4.    Exercícios de inserção ou de dilatação vaginal (necessidade de avaliar cada caso);

5.    Abordagens psicológicas que ajudam a mulher a identificar, expressar e resolver quaisquer componentes emocionais que contribuam para o problema. O tratamento psicológico é essencial desde o início do tratamento.